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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

MUVA

Este é um museu virtual uruguaio.
O MUVA é bancado por um jornal de Montevidéu e traz obras de artistas contemporâneos.
Além de ver as exposicões, é bem legal dar um "passeio" pelos andares.
As obras abaixo são de uma das exposições que estão rolando agora. A artista chama-se Lacy Duarte e trabalha com diversas técnicas, como óleo sobre tela e tapeçaria.


http://muva.elpais.com.uy/

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Dave Devries




Cara interessantes. Pega desenhos da criançada e trabalha em cima. Os resultados são bem legais. O site do cara é meio restrito (www.davedevries.com), então é mais fácil ver os trabalho pelo Google imagens...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Preto e Branco

Li recentemente, e recomendo, "Preto no Branco - Fatos e Fotos" (Editora Photos), do repórter fotográfico Flávio Damm. Trata-se de uma apanhado de histórias vividas pelo autor, ao longo de 64 anos de profissão.
Eis um trecho:

"...Numa das saídas do aeroclube, à pouca altura ainda, na direção da igreja da Penha, o motor parou. E voltou a funcionar. Repetiu esse preocupante comportamento quatro vezes. Gritei para o piloto, querendo saber o que estava havendo. Perdíamos um pouco de altura e logo o motor voltava a funcionar. Foi quando o Lugão me respondeu, gritando a frase fatal:
- Estou avisando a minha mulher que hoje não vou almoçar em casa..."

quinta-feira, 26 de junho de 2008

E assim ele disse.

A extraordinária aventura vivida por Vladímir Maiakóvski no verão da datcha(1)

(Púchkino, monte Akula, datcha de Rumiántzev, a 27 verstas(2) pela estrada
de ferro de Iaroslávl)

A tarde ardia com cem sóis.
O verão rolava em julho.
O calor se enrolava
no ar e nos lençóis
da datcha onde eu estava.
Na colina de Púchkino, corcunda,
o monte Akula,
e ao pé do monte
a aldeia enruga
a casca dos telhados.
E atrás da aldeia,
um buraco
e no buraco, todo dia,
o mesmo ato:
o sol descia
lento e exato.
E de manhã
outra vez
por toda a parte
lá estava o sol
escarlate.
Dia após dia
isto
começou a irritar-me
terrivelmente
Um dia me enfureço a tal ponto
que, de pavor, tudo empalidece.
E grito ao sol, de pronto:
"Desce!
Chega de vadiar nessa fornalha!"
E grito ao sol:
"Parasita!
Você, aí, a flanar pelos ares,
e eu, aqui, cheio de tinta,
com a cara nos cartazes!"
E grito ao sol:
"Espere!
Ouça, topete de ouro,
e se em lugar
desse ocaso
de paxá
você baixar em casa
para um chá?"
Que mosca me mordeu!
É o meu fim!
Para mim
sem perder tempo
o sol
alargando os raios-passos
avança pelo campo.
Não quero mostrar medo.
Recuo para o quarto.
Seus olhos brilham no jardim.
Avançam mais.
Pelas janelas,
pelas portas,
pelas frestas,
a massa
solar vem abaixo
e invade a minha casa.
Recobrando o fôlego,
me diz o sol com voz de baixo:
"Pela primeira vez recolho o fogo,
desde que o mundo foi criado.
Você me chamou?
Apanhe o chá,
pegue a compota, poeta!"
Lágrimas na ponta dos olhos
— o calor me fazia desvairar —
eu lhe mostro
o samovar:
"Pois bem,
sente-se astro!"
Quem me mandou berrar ao sol
insolências sem conta?
Contrafeito
me sento numa ponta
do banco e espero a conta
com um frio no peito.
Mas uma estranha claridade
fluía sobre o quarto
e esquecendo os cuidados
começo
pouco a pouco
a palestrar com o astro.
Falo
disso e daquilo,
como me cansa a Rosta(3),
etc.
E o sol:
"Está certo,
mas não se desgoste,
não pinte as coisas tão pretas.
E eu? Você pensa
que brilhar
é fácil?
Prove, pra ver!
Mas quando se começa
é preciso prosseguir
e a gente vai e brilha pra valer!"
Conversamos até a noite
ou até o que, antes, eram trevas.
Como falar, ali, de sombras?
Ficamos íntimos,
os dois.
Logo,
com desassombro,
estou batendo no seu ombro.
E o sol, por fim:
"Somos amigos
pra sempre, eu de você,
você de mim.
Vamos, poeta,
cantar,
luzir
no lixo cinza do universo.
Eu verterei o meu sol
e você o seu
com seus versos."
O muro das sombras,
prisão das trevas,
desaba sob o obus
dos nossos sóis de duas bocas.
Confusão de poesia e luz,
chamas por toda a parte.
Se o sol se cansa
e a noite lenta
quer ir pra cama,
marmota sonolenta,
eu, de repente,
inflamo minha flama
e o dia fulge novamente.
Brilhar pra sempre,
brilhar como um farol,
brilhar com brilho eterno,
gente é pra brilhar,
que tudo mais vá pro inferno,
este é meu slogan
e o do sol.

1920

(1) Datcha: casa de veraneio
(2) Versta: medida itinerária equivalente a 1067 m.
(3) Rosta: A agência telegráfica russa, para a qual Maiakóvski executou cartazes saíricos de noícias.

Extraído do livro Maiakóvski (de Boris Schnaiderman, Augusto e Haroldo de Campos)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Tyukanov

Nas minhas viagens via uéb atrás dos passos de Bosch (veja o post abaixo), acabei encontrando outro artista muito interessante, provavelmente influenciado por ele. Seu nome é Sergey Tyukanov e o pouco que sei dele é que nasceu em Poronaisk (na Rússia) em 1955, ainda está vivo e mora em Kaliningrado.
Ele tem um site muito interessante que permite uma visita virtual ao seu “museu”, o link é http://www.tyukanov.com/
Divirta-se, este também vale o tempo gasto!




quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Bosch

Se pensou em furadeira, se deu mal; a conversa aqui será outra...
Começo avisando que não sou crítico de arte, aliás, entendo pouco ou quase nada disso. Então, apreciar determinada obra, pra mim, sempre se baseou mais em intuição do que em embasamento teórico ou coisa que o valha.
Vejo. Gosto ou não gosto. E depois, se fiquei realmente impactado, vou atrás de informações que me ajudem a entender um pouco mais de determinado artista ou obra.
O recente roubo de duas obras de arte que estavam expostas no Masp (Museu de Arte de São Paulo - http://masp.uol.com.br/) – uma de Cândido Portinari e outra de Pablo Picasso (ambas já recuperadas) –, fez-me pensar que deveria visitar com mais freqüência este museu. Afinal, a gente nunca sabe quando um fato destes se repetirá e, menos ainda, qual a preferência artística do próximo ladrão.
Cá entre nós, se eu tivesse me bandeado pro lado dos amigos do alheio, minha velha intuição me faria levar outras obras. É evidente que não estou desmerecendo Portinari ou Picasso, os dois são merecedores de uma boa gatunagem (caberia aqui um ponto de ironia, mas o Millôr só falou dele e não o rascunhou), mas meu escolhido seria Hieronymus Bosch, artista holandês (1450-1516) também conhecido como El Bosco, que tem duas obras expostas no Masp: As tentações de Santo Antão e O casamento desigual. Acredite, depois de vê-las, você vai querer conhecer mais de Bosch.
No meu caso, aconteceu assim e, navegando pela Uéb, acabei fazendo uma visita virtual ao Museo Nacional del Prado, na Espanha (http://museoprado.mcu.es/). Aí sim o queixo cai de vez. Do mesmo artista, você encontrará O Jardim das Delícias (El jardín de las Delicias o La pintura del madroño). Sensacional! E, pra melhorar, o site permite uma ampliação bem razoável da imagem. Também vale a pena fazer o download da obra, pois os detalhes são inúmeros.
Fica aqui a dica.