quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Novas velhas descobertas.

Após quase três anos sem viajar nas férias, acabei de voltar de uma semana de merecido descanso. Encontrei no Sul de Minas um lugar paradisíaco, do qual falarei com mais detalhes em futuras postagens.
Dentre as várias ocasiões em que me deparei com cenas e fatos surreais, conto que ontem, pouco antes de retornar a São Paulo, estava à beira de uma piscina de água mineral — sim, sim, foi a minha semana de extravagâncias — quando o dono da pousada em que me encontrava começou a capitanear um CD portátil com algumas das músicas mais belas que ouvi nos últimos anos.
Aqui vou deixar a dica de uma das intérpretes. Trata-se de uma francesa de nome Mireille Mathieu. Confesso do alto de minha imensa ignorância que nunca havia ouvido falar dela. Mas uma rápida busca no google dá conta de que esta já tem vários anos de estrada e uma imensa discografia.
O CD que ouvi nessa pequena pousada chama-se Mireille Mathieu Chante Piaf; o detalhe é que no CD que escutei, ela canta em alemão (apesar de ser francesa de Avignon). Não consegui encontrar referência no google deste CD (até porque não fiz uma pesquisa muito demorada), mas há uma versão em francês igualmente boa. Pelo que entendi é de 1993 e foi remixada em 2003. Não substitui a Piaf original, mas é, igualmente, de cair o queixo.

01. La Vie En Rose
02. La Foule
03. Sous le Ciel de Paris
04. Mon Dieu
05. L'Homme a la Moto
06. Exodus
07. Padam Padam
08. L'Hymme a L'Amour
09. Mon Manege a Moi
10. Jezebel
11. L´Accordeoniste
12. Milord
13. Non, Je Ne Regrette Rien






sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

A nova farda do Condor

Apesar da pouca repercussão dada pela nossa grande imprença (o “ç” é proposital, usarei “s” apenas quando me referir àquela minimamente séria) um fato, ocorrido no começo desta semana, deveria servir de exemplo para os que vivem bradando à favor da “consolidação do processo democrático”. No dia 17 de dezembro foi preso pela Interpol, em Montevidéu, no Uruguai, o Tenente-General (r) Gregório “Goyo” Alvarez, último “presidente” da ditadura que se abateu sobre esse país de 1973 a 1985.
Em 1978, como parte de uma das ações da Operação Condor (ações de “contra-subversão” realizadas em conjunto pelos serviços de inteligência das ditaduras do Cone Sul nas décadas de 70 e 80) uma série de vôos clandestinos partiram da Argen
tina com destino ao Uruguai levando dezenas de prisioneiros de organizações de esquerda que haviam sido capturados e/ou seqüestrados pelos órgãos de repressão daquele país. No Uruguai a maioria dos prisioneiros acabou sendo torturada e/ou “desaparecida”.
Apesar da existência de uma lei de anistia (ley de caducidad) aprovada através de plebiscito no final dos anos 80, o ex-ditador não pode escapar de uma acusação de “desaparecimento forçado” de cidadãos uruguaios. O desaparecimento forçado foi excluído da lei de anistia há dois anos, através da publicação de uma nova lei.
A “consolidação do processo democrático” nos países da AL que sofreram com ditaduras depende mais da pressão das organizações que lutam pelos direitos humanos (como às de familiares de desaparecidos) e dos movimentos sociais, do que da boa vontade dos governos e políticos nacionais. Este pode ser um bom exemplo a ser seguido... a imagem diz tudo.




O começo...

O nascimento deste Blog vem sendo postergado há quase dois anos. Excesso de trabalho, excesso de cansaço e falta de tempo são desculpas habituais que dei a alguns amigos que me perguntaram porque não botava o dito-cujo para funcionar. Essas desculpas, apesar de verdadeiras, serviam também para escamotear uma certa frustração com esta ferramenta. Será que criar um Blog apenas para fazer circular algumas idéias e debates pela rede pode fazer alguma diferença neste mundo de mediocridade em que vivemos? Talvez não. Contudo não posso afirmar que não há nada de positivo nisso. O intercâmbio de informações, debates, sugestões, etc, quem sabe, possa despertar pessoas e gerar reações. Vamos à luta então e sejam bem-vindos.